Devagar que temos pressa

Devagar que temos pressa

Olá, Amigos!

Tudo bem?

Olhos atentos conseguem amiúde encontrar nas obras clássicas alguma lição que nos aproveite – a nós, concurseiros. Quem não já ouviu falar do livro “Alice no País das Maravilhas”? Foi escrito em 1865 pelo inglês Lewis Carroll, professor de matemática, e desde então tornou-se um clássico, traduzido para mais de cem idiomas. 

A exemplo de outros livros que aparentemente foram escritos para crianças, este traz lições expressivas para os adultos que conseguem ler nas entrelinhas.

Quem já leu ou ouviu a história lembra-se decerto do coelho que aparece logo no início, levando consigo um grande relógio, e está sempre correndo em disparada, a repetir: “Estou atrasado! Estou atrasado! Tenho pressa! Estou atrasado...”!

Com quem se parece este coelho? Parece-se conosco. Este coelho bem poderia ser um concurseiro. Você percebe a semelhança? Qual o concurseiro que não tem pressa? Todos temos! O tempo voa. E não há nada no mundo mais angustiante do que ver os dias correndo, as semanas se passando, os meses, os anos... enquanto seguimos lutando por um objetivo que ainda não se realizou.

O problema todo é que a vida moderna nos impõe um sentimento de urgência quase opressivo: temos que correr para tudo. O mundo é dos velozes, então temos pressa. Se algo é demorado, então não nos serve. Até para comer, temos que ser rápidos. De preferência, pedimos a comida por um número, e se não houver onde sentar, ótimo, comemos em pé mesmo... Afinal de conta, repito, temos pressa!   

O problema todo da pressa está no processo de aprendizagem. Não dá para aprender toda a matéria de uma prova em um fim de semana... A memória de longo prazo, aquela que é boa para o concurseiro, é treinada com base na repetição. É preciso ler, reler, grifar, marcar, fazer bons resumos, resolver mil provas passadas... e começar tudo de novo.

E várias vezes! 

Daí o desespero: isso tudo parece ser muito demorado. Mas nem tanto. Demorado mesmo será fazer mal feito da primeira vez; fazer mal feito da segunda vez; da terceira; da quarta...

Melhor começar a fazer bem feito, não acha? 

Com quanto mais seriedade você encarar sua preparação, tanto mais cedo alcançará o resultado desejado. Eu, particularmente, custei um pouco a compreender que era preciso levar a sério aquela história de ser concurseiro... 

Comecei então a ver que os que eram aprovados tinham se dedicado mais que eu. Tinham renunciado mais que eu. Tinham mesmo sofrido mais que eu. Os que eram aprovados tinham acreditado mais que eu. 

Finalmente vi que era preciso dedicar-me mais, renunciar mais – sofrer um pouco mais, quem sabe. Vi que era preciso acreditar mais. Corri atrás do tempo perdido. E o resultado chegou!

Outra personagem que me chama a atenção no livro é um gato, meio estranho e meio mágico, que aparece e some quando quer, e que trava com Alice um interessante diálogo, que lhes apresento numa reprodução livre.

Alice está perdida e pede a ajuda do gato, perguntando-lhe por qual caminho deve seguir. O gato retruca com outra indagação: “Para onde você quer ir?” Alice responde que não sabe. O gato arremata: “Então, que diferença faz? Para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve.”

Sábia resposta, não lhe parece?

Você quer muito passar num bom concurso. Mas será que está seguindo pelo caminho certo? Não adianta querer ganhar na loteria e jamais apostar um bilhete. Não adianta querer ser aprovado, sem querer trilhar o (árduo) caminho da preparação. 

Se alguém lhe disser que é moleza passar em concurso, não acredite. É mentira! Como poderia ser moleza conquistar um emprego que vai lhe dar boa remuneração e estabilidade? 

Se você ainda não sabe o que quer, têm à disposição milhares de caminhos. 

Todavia, se quer ser aprovado em um bom concurso, o caminho é um só: o da verdadeira dedicação. Não se deixe enganar. Não se deixe levar pelas armadilhas da autossabotagem. Toda hora é hora de recomeçar! 

Estamos juntos!

Um forte abraço a todos!

E fiquem com Deus!

Sérgio

olaamigos@gmail.com