Na Essência!

Na Essência!

Olá, Amigos!

Tudo bem?

Fascinante, não acham?

"Está falando do quê, professor?"

Estou falando da vida, meus amigos! Extraordinariamente fascinante!

Aos 11 anos, eu ainda jogava bola na rua. Puxa, como eu já amava as aulas de matemática... (isso vem de longe...) Também já datilografava com os dez dedos e tinha orgulho de produzir pessoalmente os meus trabalhos escolares.

Aos 13, descobri e encantei-me pela primeira vez com o “Bruxo” Machado... foi também quando comecei a devorar livros de filosofia e de poesia, e a arriscar os primeiros sonetos.

Aos 14, saía com o violão embaixo do braço, à procura de amigos. Ali, sentados à porta da casa de algum deles, ríamos e cantávamos, como se a vida fosse feita só de sonhos...

Aos 15, decidi perder aquela timidez paralisante, e revelar o meu amor à menina mais linda da rua. Ela me sorriu... e eu descobri que milagres existiam de fato!

Nem consegui dormir naquela noite, completamente cheio de planos: faria 18, entraria no Banco do Brasil, concluiria faculdade de matemática, pediria a mão dela, teria 3 filhos e seria feliz!

Tudo milimetricamente planejado! 

E apesar disso, havia em mim – bem no fundo da minha alma – uma dúvida sorrateira e inquietante: “será que é isso mesmo?”

Dali ao dia de hoje, trinta anos se passaram!

“E você continua com aquela mesma namoradinha, professor?”

Que nada! Não durou nem dois meses!

Não tardei muito a entender que a vida não segue necessariamente o roteiro que às vezes traçamos para ela. 

E isto, meus amigos, por uma razão muito simples, por uma razão maravilhosa: é aos poucos, bem aos poucos, que vamos descobrindo quem somos.

Confesso a vocês que, lá aos 13 anos, quando li o desafio de Nietzsche – “torna-te quem tu és” – essas palavras não tiveram muito significado para mim...

Como assim? Se já sou quem sou, que sentido faz esta frase? Eu simplesmente não entendia. 

Hoje, aos 45 anos de vida, começo a compreender... 

Sabem, amigos, aquela nossa personalidade de que tanto nos orgulhamos? Sabem aquele padrão de comportamento que normalmente seguimos? Aquela estrutura mental, sentimental e emocional, que nós juramos que somos nós próprios? 

Pasmem! Tudo isso que cremos ser nós próprios... não somos nós!

A essência do que somos – do que realmente somos – foi desde muito logo cedendo espaço para mecanismos de defesa que criamos, a fim de nos defendermos do mundo. E assim surgiu a nossa "personalidade"...

Se o mundo me pareceu duro demais, quis fugir da fraqueza e fiz-me forte. Criei em minha “personalidade” armas para proteger-me. Cerquei-me com uma muralha indestrutível. Sou imbatível e não há em mim qualquer resquício de um homem fraco...

Se o mundo tratou-me com indiferença, quis fugir da insignificância e fiz-me oculto. Minha “personalidade” é tomada de brandura e diplomacia. Não discuto. Aceito a vida e sou levado por ela, por essas ondas e esse vento que sopra...

Se o mundo mostrou-se exigente em demasia, quis fugir da desordem e fiz-me perfeito. Minha “personalidade” tornou-me corretíssimo e crítico severo de tudo o que me contraria. Contenho minha ira e a sufoco. Não é conveniente perder o tom... não eu, um homem tão perfeccionista...

Se o mundo mostrou-se a mim sofrível, quis fugir do sofrimento e fiz-me cego. Cego a tudo o que possa causar-me o sofrer. Não enxergo, a não ser o bom da vida. Otimismo inundou minha alma e minha “personalidade” faz-me buscar o prazer, e a fugir daquela dor mais íntima que me acompanha, silenciosa...

Há ainda outras formas de perceber o mundo, levando o ser humano a projetar mecanismos de defesa diversos, e a criar sua “personalidade” – uma versão imprecisa do “eu” que verdadeiramente somos.

Hoje, posso humildemente dizer que estou um pouco mais próximo de saber quem sou. Um pouco mais convicto do que realmente vim fazer neste mundo. Tive que passar por tudo o que passei, meus amigos, para chegar aonde estou. 

Tive que viver tudo o que vivi, para tornar-me quem sou!

Em minha essência, hoje sei que minha missão é ajudar! Ajudar outras pessoas a se encontrarem consigo mesmas, a descobrirem seu lugar e seu propósito de vida! Ajudar outras pessoas a olhar para si, e enxergar o que elas realmente são, e a centelha divina que há no coração de cada uma delas. 

É para isto que vivo! 

E honestamente não me importa se tenho um público imenso ou se só há uma pessoa à minha frente. Serei igualmente feliz por estar vivendo a minha essência, e por estar sendo aquilo que sou. 

Meu último projeto, o Motivação Para Vencer, foi (e está sendo) nada menos que um transbordar desta minha descoberta! 

Tivesse eu dez anos a menos, é quase certo de que seria tomado por muitas dúvidas e ideias negativas, achando que talvez eu pudesse ser ridicularizado por esta história de “meditação”, de fazer os meus alunos fecharem os olhos e respirarem fundo, a fim de encontrar-se com o seu interior...

Sou grato a Deus, porém, por estar vivendo exatamente o dia de hoje. Não apenas tive a coragem de inovar – trazendo momentos de introspecção a quem normalmente só pensaria em estudar – como também tive a certeza de que este projeto iria tocar muitas vidas!

Minhas expectativas não só se confirmaram, como também foram grandemente ultrapassadas! 

Isso me fez perceber que, quando abrimos espaço em nós para a nossa essência, milagres acontecem! 

Continuarei usando de quem sou para fazer deste Motivação Para Vencer um passo muito importante na vida de quem dele participar! Um passo imenso na descoberta da essência de cada um! 

Venho convidar vocês a juntar-se a mim nesta próxima edição do Motivação Para Vencer, a turma de outubro!

Estejam certos de que ótimas surpresas aguardam por vocês!

Estamos juntos!

Um forte abraço a todos!

E fiquem com Deus!

Sérgio 

olaamigos@gmail.com