Questões de Pai – Comentários!

Questões de Pai – Comentários!

Olá, Amigos!

É sempre muita alegria escrever para vocês!

E aí, meus Amigos, conseguiram resolver as questões de pai?

Vamos aos comentários!


1- FCC/2015 – DPE-SP – Oficial de Defensoria Pública

Metamorfose dois 

8 de agosto, dia dos pais 

quando lhe veio à lembrança 

que bicho é pai de bicho 

o pai de gregório samsa* 

juntou-se ao filho no lixo 

(PAES, José Paulo. Calendário perplexo. In: Poesia completa. São Paulo, Companhia das Letras, 2008, p. 270) 

*Gregor Samsa, protagonista de “A metamorfose”.

A mensagem do poema está reescrita corretamente em prosa, em um único período, em:

a) Quando se lembrou de que bicho é pai de bicho. O pai de Gregório Samsa juntou-se ao filho, no lixo.

b) Quando se lembrou que bicho é pai de bicho; o pai de Gregório Samsa, juntou-se ao filho no lixo.

c) Quando se lembrou de que bicho é pai de bicho; o pai de Gregório Samsa juntou-se, ao filho no lixo.

d) Quando se lembrou de que bicho é pai de bicho, o pai de Gregório Samsa juntou-se ao filho no lixo.

e) Quando se lembrou que bicho é pai de bicho, o pai de Gregório Samsa, juntou-se ao filho, no lixo.

Essa questão explorou Regência Verbal e Pontuação.

- Os verbos LEMBRAR e ESQUECER, quando pronominais (acompanhados, de acordo com a pessoa do sujeito, dos pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos e vos), são Transitivos Indiretos regidos pela preposição DE; quando simples, são Transitivos Diretos.

- Usa-se vírgula para separar Oração Subordinada Adverbial antecipada.

- Não se separam os termos da oração na Ordem Direta (Sujeito + Verbo + Complemento).

Não se faz necessário comentar as alternativas ERRADAS.

d) CERTA – Quando se lembrou de que bicho é pai de bicho, o pai de Gregório Samsa juntou-se ao filho no lixo.

Resposta: ( D )


2- CESGRANRIO/2011 – BNDES – Engenheiro (Adaptada)

Transpondo o período “Há pai que nunca viu o próprio filho” para o plural e substituindo haver por outro verbo ou locução verbal de sentido equivalente, o período que NÃO apresenta ERRO quanto à concordância verbal é:

a) Existem pais que nunca viram os próprios filhos.

b) Devem haver pais que nunca viram os próprios filhos.

c) Deve existir pais que nunca viram os próprios filhos. 

d) Hão de haver pais que nunca viram os próprios filhos. 

e) Há de existir pais que nunca viram os próprios filhos.

Essa questão explorou Concordância Verbal.

- O verbo HAVER, no sentido de EXISTIR, é Transitivo Direto e Impessoal.

- O verbo EXISTIR é Intransitivo e Pessoal.

E o que isso quer dizer?

É bem simples, meus Amigos: enquanto o HAVER tem Objeto Direto, o EXISTIR tem Sujeito; enquanto o EXISTIR concorda com o Sujeito, o HAVER permanece na terceira pessoa do singular. Vale o mesmo para as locuções verbais nas quais esses verbos sejam principais.

a) CERTA – Existem pais (pais = sujeito) que nunca viram os próprios filhos.

b) ERRADA – Corrigindo: Deve haver pais (pais = objeto direto) que nunca viram os próprios filhos.

c) ERRADA – Corrigindo: Devem existir pais (pais = sujeito) que nunca viram os próprios filhos. 

d) ERRADA – Corrigindo: Há de haver pais (pais = objeto direto) que nunca viram os próprios filhos. 

e) ERRADA – Corrigindo: Hão de existir (pais = sujeito) pais que nunca viram os próprios filhos.

Resposta: ( A )


As três questões restantes exploraram Orações Subordinadas Substantivas.

Conforme o artigo “É bom ter Amigos!”, se pudermos substituir uma oração por ISSO, teremos uma Oração Subordinada Substantiva. Desse modo, a oração exercerá a mesma função exercida por ISSO.

Complementando as informações contidas no referido artigo, toda Oração Subordinada Substantiva, em sua forma desenvolvida, é iniciada por uma Conjunção Integrante.

Principais Conjunções Integrantes: QUE e SE.


3- IADES/2013 – MPE-GO – Assistente Administrativo (Adaptada)

A propósito dos aspectos morfossintáticos de “É legal ter pai”, é correto afirmar que:

a) “É”, especificamente nesse caso, funciona como verbo transitivo direto.

b) o sujeito referente a “É” classifica-se como oculto ou desinencial.

c) o período é constituído por uma oração principal e uma oração sem sujeito. 

d) o predicado “ter pai” é verbo-nominal, pois indica, ao mesmo tempo, ideia de ação e estado. 

e) “ter pai” desempenha o papel de sujeito da oração anterior.

Substituindo a oração “ter pai” por ISSO, temos:

É legal ISSO. / ISSO é legal.

ISSO = Sujeito

a) ERRADA – Corrigindo: “É” funciona como verbo de ligação.

b) ERRADA – Corrigindo: o sujeito referente a “É” classifica-se como oracional.

c) ERRADA – Corrigindo: o período é constituído por uma oração principal e uma oração subordinada substantiva subjetiva. 

d) ERRADA – Corrigindo: a oração “ter pai” é subordinada substantiva subjetiva. 

e) CERTA – “ter pai” desempenha o papel de sujeito da oração anterior.

Resposta: ( E )


4- FUNCAB/2015 – CRC-RO – Contador (Adaptada)

Com relação ao período “Não contou também que estranhou o andar do Pai”, é correto afirmar que: 

a) O ANDAR é locução adverbial de lugar. 

b) a palavra QUE é uma conjunção integrante.

c) o termo O, antes de andar, é um pronome oblíquo. 

d) DO PAI é uma locução adverbial. 

e) TAMBÉM indica finalidade.

Substituindo a oração “que estranhou o andar do Pai” por ISSO, temos:

Não contou também ISSO. / Não contou ISSO também.

ISSO = Objeto Direto

Já que é possível substituirmos a oração por ISSO, estamos diante de uma Oração Subordinada Substantiva que, em sua forma desenvolvida, é iniciada por uma Conjunção Integrante.

a) ERRADA – Corrigindo: O ANDAR é artigo + substantivo (objeto direto). O verbo ANDAR, nesse contexto, foi substantivado pelo artigo O.

b) CERTA – a palavra QUE é uma conjunção integrante.

c) ERRADA – Corrigindo: o termo O, antes de andar, é um artigo definido.

d) ERRADA – Corrigindo: DO PAI é uma locução adjetiva.

e) ERRADA – Corrigindo: TAMBÉM indica inclusão.

Resposta: ( B )


5- CESPE/2013 – STF – Técnico Judiciário (Adaptada)

No período “quando você fala da infância, é possível que associe a figura do seu pai com a figura do seu pai como é hoje”, o conectivo “que” inicia oração que complementa o sentido do adjetivo “possível”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Substituindo a oração “que associe a figura…” por ISSO, temos:

É possível ISSO. / ISSO é possível.

ISSO = Sujeito

A oração iniciada pelo conectivo “que” (que = conjunção integrante) é Sujeito da oração “é possível”, portanto, não se trata de um complemento do adjetivo “possível”.

O item está ERRADO.


Por hoje é só, meus Amigos!

Bons estudos!

Até breve!

Abraços!

Elias Junior

jlmeliasjunior@gmail.com