Sete Vidas

Sete Vidas

Olá, Amigos!

Que alegria escrever-lhes!

Espero que estejam todos bem!

O ditado mais perfeito do mundo diz assim: “vida boa é a dos outros”. Você consegue entender o significado disso? Há uma tendência natural, na maioria das pessoas, de julgar que a vida é sempre mais difícil para si que para o restante da humanidade. 

E isto, definitivamente, não é verdade. Resolvi compartilhar aqui sete histórias verídicas, de pessoas com as quais convivi, e que me deixaram lições fantásticas de superação, de coragem, de persistência, de fé. 

Lembre-se: são histórias reais, protagonizadas por pessoas de carne e osso, sonhadoras como você, otimistas, batalhadoras, corajosas e muito persistentes. Que elas o ajudem a acreditar – cada vez mais – que a sua aprovação em um bom concurso é algo que está ao alcance da sua mão. Vamos lá?

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Já faz mais de uma década que o conheci. Por e-mail, mantinha contato comigo, pedindo-me dicas que o ajudassem a se tornar um auditor-fiscal da Receita. Desde a primeira mensagem que me enviou, nitidamente percebi sua dificuldade com a língua portuguesa. Seu texto era repleto de erros crassos de pontuação e concordância. Não tive dúvidas: alertei-o. Disse-lhe sem rodeios que precisaria melhorar muito seus conhecimentos no idioma, sem o que não teria realmente chance nenhuma.

De onde ele era? Do norte. Interior do Acre. Um fuso horário diferente do resto do Brasil, de tão longe.

“Eu sei, professor. Português já me deixou de fora duas vezes...”

Ele foi humilde. Não se sentiu ofendido com minhas palavras. Sabia que minha intenção era ajudá-lo. E para ajudar um amigo, por vezes, somos forçados a ser sinceros, embora duros.

O fato foi que ele se dedicou como nunca antes a estudar a teoria gramatical e a resolver inúmeras questões de provas passadas. Fez um esforço descomunal, cujo resultado eu percebia a cada nova mensagem que me enviava.

Ele vai conseguir, pensava eu com meus botões. Está merecendo. E lá do interior do Acre, algum tempo depois, nasceu mais um fiscal brasileiro.

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Quando a conheci, ela já contava sete anos de preparação para concursos. Sentia-se profundamente angustiada, pois simplesmente já não aguentava retomar os estudos. Não conseguia mais olhar para aqueles livros de quinhentas, seiscentas, setecentas, oitocentas páginas... e pensar que teria de abri-los novamente.

Chorava durante a aula. Os colegas a consolavam. Perguntei-lhe se estava tudo bem. Enxugando as lágrimas, tentou dizer que sim, que já estava melhor. Pedi que conversasse comigo após a aula. Conversamos. Então pude ver, cristalinamente, que ela já sabia tudo o que precisava saber para ser aprovada.

Enquanto ela chorava mais um pouco, a dizer que não teria mais condições de estudar, surgiu-me a ideia. E lhe disse: “você não precisa mais estudar. Enxugou as lágrimas, incrédula, enquanto me ouvia. O que você vai fazer é o seguinte: acompanhe as aulas até o dia da prova. Não traga nem livro, nem caderno, nem lápis, nem caneta para a sala. Venha sem nada. E quando o professor começar a aula, apenas olhe para ele e ouça o que ele diz. Mais nada!”

Ela parecia não acreditar naquela sugestão absurda. Mas eu sim. Não sei de onde me vinha tanta certeza, mas eu a tinha. E a fiz prometer que seguiria meu conselho. E ela seguiu.

Poucas semanas depois, fui eu, pessoalmente, que liguei para lhe dizer que seu nome estava na lista dos aprovados. E assim se fez mais uma fiscal brasileira!

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Quando foi meu aluno, sonhava em tornar-se um auditor-fiscal. Dedicava-se firmemente. Tinha chances já para aquele próximo certame, e eu sabia disso. À época, as vagas do concurso ainda eram divididas nas regiões ficais. A que lhe interessava ofereceu nada mais que 3 vagas.

Então foi pedir minha opinião.

“A outra região tem 60 vagas, professor... E esta só tem 3. O que eu faço?”

“Faça para cá mesmo”, respondi-lhe. “Uma dessas 3 vagas é sua, e eu tenho certeza disso”. Saiu daquela conversa confiante e decidido, mas na hora da inscrição recuou. Faltou-lhe coragem. E faltaram-lhe também 2 pontos para ser o dono de uma das 60 vagas às quais concorreu.

Má escolha ele fez: teria ficado entre os 3 aprovados da região que preteriu.

Estava triste ao me dar a notícia. Nem era para menos. Poderia ter desistido como tantos fazem. Mas não desistiu. Tudo o que lhe disse foi: “o seu concurso é o próximo!” Dito e feito. Mais um fiscal brasileiro!

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Anos antes de eu o conhecer, ele sofrera um gravíssimo acidente de carro. Sobrevivera milagrosamente, após passar dias em coma. Sua recuperação foi lenta, e não houve como manter a pequena empresa que administrava. Fechou as portas e não conseguiu encontrar outras abertas, pois já passava dos 40.

E embora já tivesse morado em outros países do mundo, estava agora no Brasil, que não sói valorizar profissionais mais experientes. Olhou para um lado, para o outro... Tinha que haver um caminho que dependesse do seu esforço pessoal para dar certo. Tornou-se concurseiro.

O acidente lhe deixara uma sequela inusitada: sua memória de curto prazo estava para sempre prejudicada. Às vezes, estudava várias horas pela manhã e à tarde. À noite, tudo se esvaía de sua lembrança, tal fumaça fugidia que some sem deixar vestígio.

Enfrentou o concurso pela primeira vez. Pela segunda. Pela terceira. Pessoas de seu convívio se afastaram dele. Não lhe davam crédito, e sentiam-se constrangidas de lhe dizer que o melhor seria desistir daquela história de concurso. Que estava prejudicado e que não teria chances. Até os mais próximos eram céticos quanto às suas possibilidades.

Ele passava dos 50 anos de idade quando concorreu ao fiscal da Receita pela quarta vez. E sua força de vontade era tanta – e tão sincera – que nem um traumatismo craniano com perda de massa cerebral foi suficiente para detê-lo!

Era o mais velho da turma de aprovados daquele ano. E seguramente era também o mais feliz de todos.

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Com pouco mais de vinte anos de idade, ele realizara o sonho de ser capitão de um grande barco pesqueiro. Os marujos pareciam não crer num líder tão jovem. Viajou o mundo pescando e olhando as estrelas. Até que se deu conta de que perdia muitas oportunidades em terra firme.

Largou o mar e lançou-se homem de negócios. Seu primeiro empreendimento não durou muito tempo e faliu. O segundo, durou um pouco mais, mas teve igual destino. O tempo voava, a família crescia, e a conjuntura econômica do País o fez ruir pela terceira vez. Em suas palavras, quebrou que apartou. Alguém lhe disse: por que não faz um concurso?

E foi exatamente ali, no interior do Ceará, sem praticamente nenhum recurso, que apostou todas as suas fichas naquele projeto de aprovação. Estudava por apostilas emprestadas, no campo, sentado à sombra das mangueiras.

Tinha que dar certo. Não havia “plano B”. Chegou a pensar se não seria um devaneio tentar a aprovação daquele jeito, naquelas precárias condições. Mas resolveu acreditar que seria possível. E conseguiu ser aprovado.

Um dos mais extraordinários servidores que já tive a honra de conhecer. Há poucos anos, foi seu filho que seguiu a mesma trilha. Hoje, pai e filho, mais dois fiscais brasileiros!

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De família de poucos recursos, muito cedo aprendeu a se virar sozinha. Começou, muito mocinha ainda, como recepcionista em escola de idiomas. Comunicativa e vivaz, já brilhava em seus olhos uma inteligência marcante. Aproveitou a chance de uma bolsa, por ser funcionária, para se fazer fluente em inglês e espanhol.

No terceiro expediente, estudava: fez curso técnico em eletricidade, por julgar que assim teria logo algum trabalho. E teve. Foi contratada pelo metrô da cidade. Subia a escada de macacão para trocar lâmpadas queimadas, tarde da noite.

Chegava em casa sempre depois da meia-noite. Saía nunca depois das cinco da manhã. Sonhava em viajar e conhecer o mundo. Fez vestibular. Passou. No primeiro semestre, conquistou a todos com seu brilhantismo. Uma professora propôs-se a ajudá-la. Conseguiu-lhe uma bolsa de pesquisa que a ajudaria a largar o emprego no metrô, mas que somente perduraria enquanto suas notas jamais fossem abaixo de 9. Jamais foram.

Formada com aquele histórico de notas e poliglota, logo conseguiu oportunidade numa multinacional de telecomunicações. Em pouquíssimo tempo, reconheceram seu potencial, e logo assumiu um posto de controle nacional. Sua vida mudou. Respondia por intercorrências as mais sérias e variadas, de norte a sul do País. Já quase não tinha tempo para respirar. Como era extremamente responsável, logo se viu tomada pelo estresse. Ganhou peso e perdeu saúde.

Tudo isso aconteceu e ela contava apenas vinte e um anos de idade. E foi aos vinte e um que tudo aconteceu. Chamaram a ambulância às pressas, pois o desgaste emocional foi tanto que caíra desmaiada em pleno expediente. Sua pressão arterial disparou. Faltaram-lhe os sentidos. Viu o rosto da morte à sua frente, como me disse.

E foi ali, dentro da ambulância, que fez uma oração a Deus, e lhe pediu mais uma chance. Prometeu que mudaria de vida para sempre se Ele permitisse que ela vivesse. Ele permitiu. Ela saiu do hospital e pediu demissão no mesmo dia. Ato contínuo, tornou-se concurseira. Abriu mão de um salário astronômico, e decidiu cuidar da saúde e preparar-se para ser fiscal da Receita.

Nem preciso dizer que logo alcançou seu novo propósito. É bem mais jovem que eu, mas já me fez chorar algumas vezes, contando-me de sua vida. Continua acordando bem cedo. Mas para correr. Recuperou a saúde e um sorriso que cativa a todos. Na Receita, já ganhou várias medalhas de reconhecimento por sua atuação. Poderia escrever um livro inteiro sobre ela. Quem sabe um dia?

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Terminou!

E a sétima história, professor? Você falou em “Sete Vidas”...

A sétima história é a sua, que agora está lendo este artigo. Você, que está carregando o peso do mundo nas costas, enfrentando mil e uma adversidades, e já pensando em desistir de tudo.

Você que se sente cansado, que se sente cansada. Abatido. Abatida. Mas que, apesar de tudo, mantém o sonho de vencer e de ser aprovado. O sonho de ser aprovada.

É você quem vai escrever esta última história, com o seu esforço, com a sua garra, com a sua coragem, com seu entusiasmo, com autoconfiança, com determinação e com um desejo ferrenho de vencer.

Não há vida fácil neste percurso. Só há muito suor e superação. Cabe a você ser o autor da sua história.

Estamos juntos!

Um forte abraço a todos!

E fiquem com Deus!

Prof. Sérgio Carvalho

olaamigos@gmail.com

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