Auditor do Trabalho: 1.107 cargos vagos

Auditor do Trabalho: 1.107 cargos vagos

Levantamento realizado em abril deste ano aponta que o Ministério do Trabalho e da Previdência Social (MTPS) - antigamente denominado Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - tem 1.107 postos vagos na carreira de Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT), que só podem ser preenchidos por meio de profissionais concursados.

Em setembro de 2015, eram 1.066 vagas em aberto, ou seja, em questão de sete meses, 41 servidores deixaram o quadro de pessoal do órgão. E o pior é que a expectativa é de que no decorrer dos próximos anos a situação se agrave, pois mais funcionários devem se aposentar.

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) chegou a sinalizar que liberaria 847 vagas de maneira escalonada entre 2015 e 2017. Mas, devido aos cortes orçamentários, isso não se realizou e o ministério não voltou a dar um novo prazo.

Carlos Silva, presidente da Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho), disse que é necessária a realização urgente do concurso para AFT. “É uma solicitação antiga em que tivemos várias promessas que não se concretizaram. O Ministério do Trabalho chegou a mandar um ofício ao Planejamento pedindo a realização de concurso com 900 vagas, mas, que posteriormente, não foi autorizado”, comentou em uma reunião realizada, no dia 13 de julho, com o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) do Brasil, Peter Peschan.

A falta de profissionais no MTPS afeta, além dos servidores, a sociedade e o próprio governo, pois diversos serviços ficam comprometidos. A fiscalização ao recolhimento do FGTS, bem como o combate a sonegação do imposto e à informalidade são prejudicados, favorecendo irregularidades e interferindo na arrecadação da União. Outros problemas que podem ocorrer devido ao déficit de servidores é o aumento dos acidentes de trabalho e a fragilização do serviço de combate ao trabalho escravo e infantil.

Outro assunto que o Sinait tem cobrado do MPOG é no que se refere ao aumento salarial. Como o governo atual não cumpriu a campanha salarial, a categoria começará, no dia 2 de agosto, uma greve por tempo indeterminado.

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