Déficit aumenta necessidade de concurso na Receita Federal

Déficit aumenta necessidade de concurso na Receita Federal

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda (Sindfazenda), Luís Roberto da Silva, o resultado da negativa do governo ao pedido de concursos feito pelo Ministério da Fazenda será um só: “Se o governo mantiver a decisão de não realizar concurso este ano e no ano que vem, a Receita Federal irá parar”, afirmou ele, revelando a gravidade da situação e a necessidade urgente de que essa suspensão se reverta com a abertura do concurso Receita Federal 2017.

Dados do Planejamento de dezembro de 2015 apontam que a Receita possui 7.230 analistas-tributários em atividade, o equivalente a 42,53% do quadro máximo previsto em lei (16.999). No caso de auditor, são 10.384 servidores ativos de 20.420 possíveis (50,85%). Agora, em julho de 2016, o quadro certamente é pior, considerando novas vacâncias. A insuficiência de servidores da Receita já foi apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no que diz respeito às fronteiras, onde a situação é mais grave.

Com a recusa, o sindicato já reforça a cobrança junto ao governo. Segundo Da Silva, a entidade solicitou audiências junto ao secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e com o novo secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Planejamento, Augusto Akira Chiba. No último dia 30, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma portaria da Receita Federal dispondo sobre a suspensão das atividades em 28 agências e inspetorias do órgão em vários estados. Para Da Silva, um dos motivos para a medida é certamente a falta de pessoal. Somente na área de apoio, a carência é de mais de 5 mil servidores, segundo levantamento do próprio órgão, aponta o sindicato.

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