Como Aprendi Raciocínio Lógico!

Como Aprendi Raciocínio Lógico!

Olá, Amigos!

Tudo bem?

Outro dia, um aluno perguntou-me como foi que eu aprendi Raciocínio Lógico.

Essa história é bem interessante!

No meu último artigo (“A Brasília Amarela”), eu lhes disse que a primeira aparição do Raciocínio Lógico em concursos se deu em 1996, na prova do Auditor-Fiscal da Receita Federal. 

Como era uma total novidade, ninguém sabia ao certo do que se tratava. Um cursinho presencial de Fortaleza anunciou uma aula gratuita com um professor de Matemática que foram buscar numa faculdade local. 

De curioso, fui lá conferir. A única coisa de que me lembro foi que só aguentei a primeira meia-hora daquela aula... 

O professor começou a falar numa língua que eu não conhecia, um tal de modus ponens, um tal de modus tollens, e quanto mais o sujeito falava, menos eu entendia.

Saí de lá taciturno. Justo na minha vez de virar concurseiro, aparecia essa matéria que ninguém entendia nada... 

Aí foi quando parei com as lamúrias, e me lembrei de que sou autodidata. O curso de Engenharia me ensinou a aprender sozinho. Foi assim que levei a faculdade até o final e me formei.

Resolvi então comprar um livro de Raciocínio Lógico. Por óbvio, não existia na ocasião nada direcionado para concursos. Lembro-me até hoje do tal livro: fino, de capa laranja, escrito para universitários do curso de Matemática. 

Até hoje guardo essa relíquia.

O fato é que o livro não ajudava muito. A impressão que tive foi de que o autor não estava lá muito preocupado em se fazer compreender. Foi quando vi que ele se utilizava daquelas mesmas expressões confusas das quais fugi na aula presencial... 

Era modus ponens pra cá... modus tollens pra lá... 

E no meio disso tudo, comecei o meu trabalho de pegar o confuso, e o transmutar para o inteligível e facilitado! De início, minha intenção era entender o Raciocínio Lógico para uso próprio. 

Assim, meus amigos e minhas amigas, todas essas pequenas dicas que há tantos anos lhes transmito em minhas aulas e em meus vídeos nas redes sociais são criações minhas. São o jeito que eu encontrei de simplificar a compreensão do Raciocínio Lógico, e que eu próprio utilizei para aprender esta matéria.

Quando vou explicar a conjunção, por exemplo, e falo na promessa que o pai fez para seu filho (“meu filho, eu vou te dar uma bola e vou te dar uma bicicleta”), todo mundo compreende que, para que esta “promessa do E” seja verdadeira, é preciso que o pai leve os dois presentes. Ou seja, a conjunção (promessa do E) só é verdadeira se as duas partes que a compõem forem ambas verdadeiras.

Foi essa a dica que eu criei para eu mesmo aprender. Vendo que era a maneira mais simples que eu encontrei para entender o funcionamento desta estrutura lógica, foi ela que adotei em minhas aulas. 

Meu pensamento sempre foi este: se funcionou para mim, vai funcionar para os meus alunos! 

E foi assim que, em alguns meses, criei meus próprios caminhos de compreensão para todos os assuntos do Raciocínio Lógico! Cheguei até a batizar alguns deles com nomes que achei pertinentes. 

Querem um exemplo? Nenhum edital de concurso traz no programa um tópico chamado “verdades e mentiras”. Podem procurar à vontade, que não há. 

Mas como eu identifiquei um tipo de questão no qual pessoas faziam declarações acerca de uma determinada situação, e – a priori – não se sabia quem estava dizendo a verdade ou mentindo, achei por bem escolher “verdades e mentiras” para ser o nome deste assunto. 

E até hoje, professores do país inteiro usam este mesmo nome para tratar daquele tipo específico de questão.

Quando menos me dei conta, de aprendiz autodidata, tornei-me professor de Raciocínio Lógico para concursos, e poucos anos depois, escrevi um livro de mais de mil e duzentas páginas, que a editora achou por bem dividir em dois volumes.

Até hoje, “Raciocínio Lógico Simplificado – Volumes 1 e 2” estão entre as obras mais bem aceitas do país, por concurseiros de norte a sul do Brasil.

O livro, na verdade, foi “moldado” com a experiência que a sala de aula me proporcionou. São incontáveis as descobertas que fiz quando estava lecionando. Dizem que ninguém aprende mais do que quem ensina. Já ouviram isso? É a mais pura verdade! 

Até hoje, todos esses anos depois, surpreendo-me bem no meio de uma aula com alguma percepção inédita, uma solução nova, uma compreensão que até ali jamais tivera. 

E é neste exato momento, meus amigos e minhas amigas, que meus olhos brilham, meu coração se alegra, e que eu agradeço a Deus por esta dádiva, incomparável, de ser professor! 

Já são trinta anos que leciono. Comecei menino... (ou quase isso). E quero seguir lecionando por pelo menos mais trinta, ou ao menos enquanto Deus me conceder vida e saúde! 

Essa é a história de como aprendi Raciocínio Lógico.

E se eu aprendi sozinho, vocês vão aprender comigo! Combinado assim?

Estamos juntos!

Um forte abraço a todos!

E fiquem com Deus!

Prof. Sérgio Carvalho

olaamigos@gmail.com

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