Há concurseiros...

Há concurseiros...

Olá, Amigos!

Espero que estejam todos bem!

Minha experiência de orientador para concursos públicos já me levou a ver um pouco de tudo neste mundo...

Há concurseiros perfeccionistas. Aqueles para os quais é tudo ou nada! Ou sabem 100% do programa previsto no edital, ou talvez nem vão fazer a prova no dia marcado. Os que vivem essa exigência de buscar a perfeição acabam sofrendo, muitas vezes. Por quê? Ora, porque não somos perfeitos. Ninguém o é. Há um peso nas costas de quem traz consigo esta energia, e raramente eles conseguem relaxar um pouco. Muitos se impõem uma pressão imensa, e alguns não conseguem seguir adiante e até desistem.

Há concurseiros que adoram ajudar os outros. Aqueles cujo sentido na vida é ser útil às pessoas que o cercam. Eles querem tanto ajudar, mas tanto mesmo, que muitas vezes relegam os próprios estudos a segundo plano. Quem vive esta energia só consegue olhar para si depois de certificar-se de que todos os outros já estão com suas necessidades devidamente atendidas. Pode ser o marido, a esposa, os filhos, o pai, a mãe, os irmãos, o amigo, a amiga, o cachorro, o gato, o papagaio... E aí, quando olham para o relógio, às vezes não dá mais tempo de fazer o que é realmente importante para si: estudar!

Há concurseiros que precisam demonstrar sucesso. São pessoas que ligam muitíssimo para a opinião alheia, e chegam a condicionar o próprio valor ao que os outros podem pensar delas. Assim, sofrem bastante enquanto se preparam para concursos! Por quê? Porque a mera demora na aprovação já pode se afigurar, para eles mesmos, como um sinal de fracasso. O que os outros dirão? Que não sou o melhor? Não pode! Então sofrem! Muitos desistem, e vão à procura de algo que possam conquistar de forma mais célere, ou mais fácil.

Há concurseiros extremamente emocionais. Pessoas mais sensíveis que todas as outras, e que têm uma tendência natural a sentir-se tristes. Muitos se tornam depressivos quando começam a estudar para concursos. Por quê? Porque têm uma tendência a fazer das dificuldades inerentes à vida do concurseiro uma verdadeira tempestade em copo d'água. E costumam encher a cabeça de pensamentos negativos. O céu está quase sempre nebuloso. Muitos dos que vivem esta energia acabam desistindo porque se desestabilizam emocionalmente. 

Há concurseiros retraídos. Pessoas altamente reservadas e observadoras. Preferem se resguardar e passar despercebidos pelo mundo, buscando compreendê-lo profundamente. Conseguem fazer longas tiradas de estudo, e alcançam altos níveis de concentração. E isso é ótimo! O risco que correm, porém, é o de querer entender demais, a ponto de travar no aprendizado, e não avançar, quando encontram um detalhe qualquer que não conseguem entender plenamente. 

Há concurseiros medrosos. Embora todo mundo sinta medo, essas pessoas de quem estou falando são as campeãs! Sua cabeça não para um instante, pois estão constantemente criando cenários de futuro, avaliando riscos, incessantemente! E se isso der errado? E se aquilo der errado? E acabam sofrendo muitíssimo! Por quê? Porque a vida do concurseiro é feita de escolhas e cercada de muitas possibilidades de dar errado! E quem vive esta energia do medo acaba tendo muita dificuldade em fazer escolhas, já que todas elas comportam riscos os mais variados.

Há concurseiros vibradores. São naturalmente otimistas e animados! Acreditam sempre que tudo vai dar certo no final. E isso não seria algo bom, professor? Claro que sim. O problema é que estas pessoas, muitas vezes, conseguem manter-se animados no início, quando ainda estão na fase de criar planos, de imaginar como tudo será tão bom quando forem aprovados... Mas, quando começam de fato os estudos, e surgem as primeiras (inevitáveis) dificuldades do dia a dia, já vão desanimando, e achando que tudo aquilo está ficando muito "desagradável"... E muitos desistem e já vão em busca de outro sonho...

Há concurseiros de temperamento forte. Pessoas, digamos, naturalmente mais agressivas. Não têm muita paciência para sentimentalidades alheias. Pessoas que precisam demonstrar sua força e que precisam estar no controle da situação. Querem estar no comando, em vez de ser comandados. Não querem ninguém lhes dando ordens! Assim, na condição de concurseiros, podem bater com a porta no nariz várias vezes, cometendo erros históricos, por não julgarem precisar de conselho nenhum de quem quer que seja. "Eu faço melhor sozinho!" E nem sempre é assim...

Há concurseiros tranquilos demais. Pessoas altamente pacíficas, de bom gênio e bom coração. Quem traz consigo esta energia costuma fugir de confusões e conflitos. Preferem estar em paz. O problema é que, em nome desta paz tão desejada, acabam se tornando grandes procrastinadores. Estudar para concursos nem sempre é tão agradável assim, principalmente se comparado a deitar numa rede e ficar vendo na TV a temporada nova da sua série preferida... 

A grande questão, meus amigos e minhas amigas, é que quando nos permitimos viver o autoconhecimento, ganhamos uma chave de ouro, capaz de abrir a porta de um autêntico crescimento pessoal e profissional. O problema, todavia, é que buscar o autoconhecimento implica sair da própria zona de conforto. Não é todo mundo que arrisca a se olhar mais profundamente no espelho, e a descobrir as mensagens inconscientes que traz guardadas em si. São justamente estas as mensagens que nos levam a repetir, anos afora, os mesmos padrões negativos de pensamento e de comportamento.

Há alguns anos perdi um grande amigo que ceifou a própria vida. Foi um fato que me marcou muitíssimo. A partir daí, decidi sair em busca de mim mesmo, e empreendi uma viagem interior sem precedentes. Descobri muitos porquês de ser como sou. Descobri, melhor ainda, que não sou escravo de nenhum padrão. Descobri que posso crescer. Posso aparar muitas arestas do meu ser, e aproximar minha personalidade da essência divina que há mim, e que há em cada ser humano.

Fiz inúmeros cursos e formações, participei de inúmeras vivências, li e estudei incontáveis livros, e me tornei, por incrível que pareça, professor de autoconhecimento! Quem diria? Pois é, gente! Estes conhecimentos que adquiri têm me ajudado bastante a ajudar melhor os meus orientandos. E isso tem feito grande diferença, acreditem! 

Quem quiser contar comigo nesta jornada de autoconhecimento, é só mandar uma mensagem para meu e-mail pessoal (olaamigos@gmail.com), e conversaremos, Ok? 

Estamos juntos!

Um forte abraço a todos!

E fiquem com Deus!

Sérgio

olaamigos@gmail.com