Qual é o Seu Sobrenome?

Qual é o Seu Sobrenome?

Olá, Amigos!

Tudo bem?

Vou contar-lhes uma história verídica, que se passou comigo mais ou menos uma década atrás…

Já fazia 11 anos que eu havia entrado na Receita Federal, e ainda não conseguira regressar para a minha cidade de Fortaleza.

Na Receita, a capital cearense é um dos destinos mais desejados pelos colegas e, consequentemente, mais difíceis de se conseguir nas disputas de remoção.

Quero que vocês visualizem a cena que vou descrever a seguir.

Eis que volto para trabalhar depois do almoço, lá na Delegacia do Juazeiro do Norte, onde já estava há 7 anos, e alguém me dá o recado de que a nova Delegada de Fortaleza havia telefonado e queria falar comigo.

Imaginei que fosse algum engano, já que ela não me conhecia, tanto quanto eu jamais ouvira falar dela. 

Mesmo assim, liguei de volta e ela mesma atendeu. Apresentei-me e fiquei a ouvir. E ela me disse, sem meias-palavras, como lhe era peculiar: 

“Sérgio, faz duas semanas que assumi aqui a Delegacia de Fortaleza, e estou formando uma nova equipe de chefias, para trabalhar comigo. Quero saber se você quer chefiar o Seort daqui.”

Ora, como já estava na Casa há 11 anos, eu tinha a perfeita noção do que aquele convite representava: muito trabalho, muitos (e grandes) problemas para resolver, e uma responsabilidade gigantesca.

Sem pensar duas vezes, respondi: “Aceito, sim, doutora!

Minha segurança na resposta a deixou muito surpresa. Tanto que ela fez questão de esclarecer melhor a situação...

“Mas, Sérgio, o Seort aqui tem muito trabalho para fazer!”

E respondi assim: “Doutora, trabalho é o meu sobrenome!”

Com a segurança que expressei também nesta segunda resposta, sem nenhum traço de hesitação, ela apenas sorriu e concluiu:

“É... parece que você é mesmo a pessoa certa para a função!”

Só arrematei: “Sim, doutora. Leve-me e eu lhe dou minha palavra de que não irá se arrepender.”

E assim se fez! Um mês depois, lá estava eu, assumindo uma seção com nada menos que 80 servidores e mais de 30 mil processos. E foi assim que ingressei à frente de um Serviço extremamente desafiador, e no qual eu nem tinha tanta experiência.

Minha missão era passar dois anos naquela chefia, e fazer o melhor trabalho possível. 

Creiam-me: não foi fácil. Mas acabei passando um ano a mais que o previsto, e tive a alegria de ouvir minha Delegada dizer, por ocasião da minha saída, que ela estava perdendo seu melhor chefe.

Não conto essa história para me gloriar. Quero que guardem disso tudo somente aquela minha frase: “Meu sobrenome é trabalho”. 

Não foram só palavras, meus amigos e minhas amigas. Ao dizer aquilo, eu verdadeiramente me revesti de um compromisso comigo mesmo, com o qual eu não me permitiria falhar.

Lembrei-me, então, de que algo semelhante já se havia passado comigo, antes ainda, quando estava me preparando para concursos.

É como se eu houvesse decretado para mim mesmo que “meu sobrenome é insistência, é perseverança, é resiliência, é coragem de me reerguer após as quedas... meu sobrenome é determinação para jamais deixar de lutar, nem jamais deixar de acreditar que um dia eu iria vencer”.

E foi assim que, a despeito de todas as muitas dificuldades que enfrentei, nunca me resignei diante das reprovações que tive. Não sucumbi a elas. Não as assumi como algo definitivo, senão como oportunidades de crescimento.

Deu certo! O dia chegou em que comemorei minha aprovação!

A pergunta agora recai sobre cada um de vocês: qual é o seu sobrenome? Que compromisso vocês irão assumir consigo mesmos e com o seu futuro? 

Minha dica é que reflitam sobre isso, e que coloquem tudo no papel. Como é algo extremamente pessoal, escrevam num lugar que só vocês irão ver. Esse simples gesto pode representar o início de uma nova fase na sua jornada de concurseiro! 

Que tal pensar a esse respeito? 

Estamos juntos!

Um forte abraço a todos!

E fiquem com Deus!

Prof. Sérgio Carvalho

olaamigos@gmail.com